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Filandorra faz estreia nacional de Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett

Depois das Estreia Nacional para o público em geral, o espectáculo tem sessões agendadas para o público escolar de Amarante, nomeadamente no dia 30 de Setembro no Auditório da Escola Secundária e no dia 01 de Outubro no Cineteatro Raimundo Magalhães, em Vila Meã. Frei Luís de Sousa é a 75ª produção da Filandorra e conta com o apoio da DGartes/ Ministério da Cultura no âmbito do Programa de Apoio Sustentado | Teatro para o biénio 2018/2019.

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Elenco nos Claustros do Governo Civil de Vila Real

A Filandorra vai “regressar” aos clássicos da dramaturgia portuguesa e estreia já na próxima sexta-feira, 27 de Setembro pelas 21h30, nos Claustros e Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante, o espectáculo Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett.

Vinte anos depois da sua estreia nos Claustros do Governo Civil de Vila Real e com novo elenco, a Filandorra revisita o “drama romântico mais importante da literatura dramática europeia” no dizer de Pierre Corvin, e “um dos pontos mais altos de toda a dramaturgia portuguesa”, citando o historiador Luís Francisco Rebelo.

A encenação é de David Carvalho, que assume a intemporalidade do drama garrettiano aproximando a pesquisa e o trabalho de experimentação numa linha próxima dos conceitos enunciados por Maria Almira Soares na obra “Frei Luís de Sousa – um drama psicológico”: «Interessante, fascinante, seria a leitura que soubesse fazer emergir, reconhecível hoje, esta peça; que a tornasse útil como fala, comunicável, atual por isso, significativa sempre, no meio do brilho distanciadamente revivido dos ouropéis materiais e mentais do longínquo século XVII português».

Segundo David Carvalho, Frei Luís de Sousa é um texto que “numa perspetiva histórica, é muito importante na afirmação de uma estética e de um determinado tipo de linguagem, mas que perdura no tempo. Quisemos reinterpretá-lo e torná-lo numa obra que diga alguma coisa aos nossos contemporâneos, afinal os personagens são pessoas de carne e osso, gente honesta e temente a Deus, como escreveu Garrett”.

Sobre os públicos a quem se destina o novo espectáculo, o encenador afirma que “embora seja para todos os públicos, esta estreia surge da linha de trabalho que temos vindo a desenvolver nos últimos anos junto do público escolar, com a inclusão no nosso reportório de peças integram o programa curricular da disciplina de Português, nomeadamente os textos vicentinos Auto da Barca do Inferno e Farsa de Inês Pereira e a partir de agora a peça Frei Luís de Sousa para os alunos de 11º ano”, permitindo assim aos alunos da região o acesso às obras de leitura obrigatória no ensino do Português que “nasceram” para serem representadas.

Escrita em 1843 e publicada no ano seguinte, Frei Luís de Sousa teve a sua estreia pública em 1847 no Teatro do Salitre numa versão censurada pelo regime cabralista, sendo que a versão integral só foi levada à cena em 1850 no Teatro Nacional. Considerada a obra-prima do teatro romântico português, Frei Luís de Sousa é um drama em três atos cujo tema principal é sem dúvida o da liberdade de amar mesmo contra as convenções sociais da época. Conta-nos a história de um amor forte e verdadeiro entre um homem e uma mulher, e do qual nasce uma filha… No entanto, a mulher já tinha sido casada anteriormente e o marido que fora dado como morto, aparece… As interpretações estão a cargo de Débora Ribeiro, Bibiana Mota, Silvano Magalhães, Bruno Pizarro, Rui Moura, Luís Filipe e Sofia Duarte.

Depois das Estreia Nacional para o público em geral, o espectáculo tem sessões agendadas para o público escolar de Amarante, nomeadamente no dia 30 de Setembro no Auditório da Escola Secundária e no dia 01 de Outubro no Cineteatro Raimundo Magalhães, em Vila Meã.

Frei Luís de Sousa é a 75ª produção da Filandorra e conta com o apoio da DGartes/ Ministério da Cultura no âmbito do Programa de Apoio Sustentado | Teatro para o biénio 2018/2019.

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“La Fura dels Baus” trazem “Carmina Burana” a Lisboa e Porto

Esta produção leva até aos espectadores, “cantores pendurados em gruas, submergidos em vinho e água, rodeados por fogo, vindimas ao vivo, quedas de água, efeitos especiais, projecções vídeo e fragrâncias florais que transportam o público para um mundo de sensações vitais a todos os amantes de música e artes performativas”.

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Um espectáculo exuberante, aplaudido pela crítica espanhola, chega a Portugal em Dezembro. Os protagonistas são “La Fura dels Baus” e o espectáculo chama-se “Carmina Burana” e vai passar no Campo Pequeno, em Lisboa nos dias 20 e 21 dezembro e na Superbock Arena – Pavilhão Rosa Mota, no Porto, no dia 28 de dezembro.

Referido como “um espectáculo exuberante que une a força da música de Carl Orff ao universo extravagante dos La Fura dels Baus, uma companhia com 35 anos de actividade que se destaca pela sua linguagem e estética muito próprias e pelos milhares de fãs em todo o mundo”.

Carmina Burana, de Carl Orff, é uma das mais importante obras musicais do século XX. “São poemas que louvam a vida, enaltecem os prazeres carnais e o gozo da natureza humana, ao mesmo tempo que criticam e satirizam os costumes sociais e morais da época”, diz Carlus Padrissa, membro fundador e atual director da companhia La Fura dels Baus.

Os Fura dels Baus criaram um espectáculo com fortes quadros cénicos, capazes de transmitir toda a emoção poética dos textos que, apesar de terem mais de 800 anos, falam de desejo, e nos remetem à essência da espécie humana… E assim o ciclo se completa para voltar a começar”, refere Carlus Padrissa.

Esta produção leva até aos espectadores, “cantores pendurados em gruas, submergidos em vinho e água, rodeados por fogo, vindimas ao vivo, quedas de água, efeitos especiais, projecções vídeo e fragrâncias florais que transportam o público para um mundo de sensações vitais a todos os amantes de música e artes performativas”.

A Lisbon Film Orchestra, dirigida pelo maestro Nuno de Sá, acompanhará os espectáculos dos Fura dels Baus marcados para Dezembro nas cidades de Lisboa e Porto.

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