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Espécie de abutre africano avistado no Nordeste Transmontano

O avistamento desta espécie em Portugal, que apresenta um estatuto de conservação ‘Criticamente em Perigo’ (último nível antes do estatuto ‘Extinto na Natureza’), de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), apesar de parecer ser cada vez mais frequente, ainda é uma raridade.

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O grifo-de-rüppell é o indivíduo que aparece isolado em primeiro plano nas fotografias. Créditos Palombar.

Um indivíduo da espécie africana de abutre grifo-de-rüppell (Gyps rueppellii) foi registado, no dia 19 de junho de 2019, num Campo de Alimentação para Aves Necrófagas (CAAN) gerido pela Palombar – Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural no âmbito do projeto LIFE Rupis e localizado em Bruçó, no concelho de Mogadouro.

O avistamento desta espécie em Portugal, que apresenta um estatuto de conservação ‘Criticamente em Perigo’ (último nível antes do estatuto ‘Extinto na Natureza’), de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), apesar de parecer ser cada vez mais frequente, ainda é uma raridade. O animal foi captado por câmaras de armadilhagem fotográfica colocadas pelos técnicos da Palombar naquele CAAN.

De acordo com dados do portal Aves de Portugal, até final de 2009, foram homologadas 13 observações desta espécie. Posteriormente àquela data, foram registadas outras observações, sendo a última no período de 7 a 25 de novembro de 2015, na Península de Sagres, também de acordo com informação daquele
portal.

“O facto de haver diversas observações de aves desta espécie a cruzar o estreito de Gibraltar permite supor que as aves observadas em Portugal sejam de origem selvagem”, destaca o portal Aves de Portugal.

A Palombar confirmou que se tratava de um indivíduo da espécie Gyps rueppellii, tendo também consultado outros especialistas em abutres, que deram igualmente um parecer afirmativo, corroborando que, de facto, se trata de um grifo-de-rüppell.

Segundo referem vários especialistas, devido às alterações climáticas e à progressiva ‘africanização’ do clima na Península Ibérica, muitas espécies de aves africanas parecem estar a colonizar este território, incluindo alguns abutres. Recentemente, a Andaluzia, em Espanha, adicionou o grifo-de-rüppell à sua lista de aves necrófagas.

Os especialistas também destacam que a presença do grifo-de-rüppell na Andaluzia deverá ser fruto de movimentos dispersivos de grifos europeus juvenis, sobretudo de Espanha, que atravessam o Estreito de Gibraltar rumo à África. Aparentemente, indivíduos da espécie africana, quando estão a sobrevoar os céus, juntam-se a bandos de grifos europeus e viajam com estes de volta à Espanha, através do Estreito de Gibraltar, onde a observação da espécie é especialmente frequente, tanto de um lado, como do outro do Estreito.

A Europa poderá, desta forma, passar a ter uma quinta espécie de abutre ameaçada globalmente no seu território, além do grifo (Gyps fulvus), do abutre-preto (Aegypius monachus), do britango (Neophron percnopterus) e do quebra-ossos (Gypaetus barbatus).

Apesar de ainda não existirem registos definitivos que comprovem a ocorrência de reprodução dessa espécie na Europa, o grifo-de-rüppell tem sido avistado com cada vez mais frequência na Península Ibérica.

Grifo-de-rüppell: que espécie é esta?
O grifo-de-rüppell (Gyps rueppellii) é uma espécie de abutre oriunda do continente africano. Encontra-se principalmente na África central e habita sobretudo na savana aberta e árida, em áreas semi-desérticas e zonas limites do deserto, e ainda em zonas de montanha.

É muito semelhante ao grifo (Gyps fulvus), mas diferencia-se deste por ser um pouco mais pequeno, ter a pele mais escura e a plumagem salpicada de orlas brancas ou beges. A sua cabeça e pescoço são quase nus e o bico é amarelado. Apresenta um tufo de penas brancas ao redor da base do pescoço, corpo preto ou castanho-cinza mosqueado. O macho e a fêmea são muito semelhantes.

Mesmo entre os abutres do ‘Velho Mundo’, os grifos-de-rüppell registam várias adaptações biológicas para a sua dieta, que fazem com que sejam exímios consumidores de carcaças. Tem um bico especialmente robusto e a sua língua apresenta uma forma especial que auxilia na remoção da carne dos ossos.

É uma espécie muito sociável e normalmente reúne-se em grandes bandos para repousar, nidificar ou se alimentar. Normalmente nidifica em falésias elevadas e constrói um ninho com grandes dimensões. Habitualmente é o macho quem faz o ninho, enquanto a fêmea transporta materiais para este, podendo ir roubá-los a outros ninhos. É posto apenas um ovo por período reprodutivo, o qual é incubado pelos dois progenitores, que partilham os cuidados com a cria depois desta nascer.

Campos de Alimentação para Aves Necrófagas: qual a sua importância? Os CAAN são fundamentais para assegurar a conservação de espécies de aves com hábitos alimentares necrófagos. Todas as espécies de aves necrófagas registadas em Portugal estão legalmente protegidas e, a grande maioria, apresenta um estatuto de
conservação delicado.

Uma das principais ameaças que enfrentam estas aves é a falta de disponibilidade de alimento, a qual foi agravada com a chamada crise das ‘Vacas Loucas’, que levou a que as carcaças de gado (a principal fonte de alimento para os abutres) não pudessem mais ficar no campo.

Os CAAN surgem exatamente para fazer face a esta ameaça e aumentar a quantidade de alimentos disponíveis para estas espécies, sobretudo no período reprodutivo, quando há uma maior exigência energética não só por parte das progenitoras, como também das crias após o nascimento.

Além dos CAAN, a Palombar também desenvolveu estruturas móveis de alimentação para aves necrófagas que permitem dar uma resposta mais rápida e localizada às necessidades alimentares das espécies no território.

Aproveitando as recentes alterações na legislação portuguesa, a associação tem vindo igualmente a trabalhar na implementação de áreas não vedadas para alimentação de aves necrófagas, uma abordagem que favorece o fornecimento de alimento adicional de uma forma natural, não previsível e com maiores benefícios para as espécies e para os seus hábitos de prospeção de alimento.

Projetos e investigação científica
Nos últimos anos, a Palombar tem desenvolvido e/ou participado em vários projetos de conservação de aves necrófagas e de investigação científica sobre estas espécies. O projeto ‘LIFE Rupis conservação do britango e da águia-perdigueira no vale do rio Douro’ (rupis.pt) e o projeto ‘ConnectNatura – Reforço da Rede de Campos de Alimentação para Aves Necrófagas e Criação de Condições de Conectividade entre Áreas da Rede Natura 2000′ (connectnatura.pt) são dois deles. A associação tem também realizado trabalhos de investigação científica na área da conservação das aves necrófagas e da perceção social sobre estas espécies, os quais já foram apresentados em congressos e seminários nacionais e internacionais.

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Tornar a agricultura mais ecológica e sustentável com a ajuda das algas

A obra, apesar de conter fundamentos científicos, «está escrita e ilustrada de modo a que qualquer público a possa ler, inclusivamente os jovens agricultores de todo o mundo», nota Leonel Pereira.

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Leonel Pereira

O papel das algas marinhas na redução das emissões de metano (gás de efeito estufa muito mais perigoso do que o CO2), através da sua aplicação na alimentação de animais, contribuindo para a resolução de um dos principais problemas relacionados com os produtores de leite e de carne bovina, é um dos temas abordado no livro “Seaweeds as Plant Fertilizer, Agricultural Biostimulants and Animal Fodder” (Algas como fertilizantes, bioestimulantes agrícolas e forragens para animais, em tradução livre), que vai para as bancas amanhã, dia 25 de outubro.

Um dos coordenadores da edição da obra (e também coautor de um capítulo) é Leonel Pereira, docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e investigador do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE).

O livro, que é publicado pela CRC Press do Taylor and Francis Group (USA), surge no âmbito do projeto INTERREG – NASPA (Natural fungicides against air & soil borne pathogens in the Atlantic Area), focado em criar alternativas naturais aos fertilizantes e agroquímicos sintéticos usados na agricultura atualmente.

Ao longo de 12 capítulos, da autoria de cientistas de várias nacionalidades, o livro explora «a utilização de algas e extratos de algas como estimulantes de uso agrícola, reguladores de crescimento de plantas agrícolas extraídos de algas e protetores das plantas contra pragas (fungos, insetos, etc.), bem como o uso de algas na alimentação de animais, nomeadamente na alimentação de gado bovino para a redução das emissões de metano; o uso de algas na produção de rações para a aquacultura de peixes, entre outras aplicações», relata o especialista em algas marinhas da FCTUC.

A obra, apesar de conter fundamentos científicos, «está escrita e ilustrada de modo a que qualquer público a possa ler, inclusivamente os jovens agricultores de todo o mundo», nota Leonel Pereira.

Dependendo da espécie, do habitat e de condições como temperatura da água, intensidade da luz e concentração de nutrientes na água, as algas possuem ótimas características para fins muito diversos.

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Ambiente

Musgos: descoberto papel essencial na gestão de solos queimados

Realizado no âmbito do projeto RECARE , o estudo demonstrou que os musgos previnem a erosão em áreas ardidas, ajudando a consolidar a estrutura dos solos, a reter a sua humidade e a conservar a sua fertilidade.

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Os investigadores Flávio Silva, Diana Vieira e Jacob Keizer

Os musgos têm um papel fundamental na conservação do solo afetado por um incêndio florestal e, por isso, o seu crescimento deve ser estimulado. A descoberta da Universidade de Aveiro (UA) prova que os musgos não só previnem a erosão dos solos como retêm a humidade e conservam a fertilidade da terra.

A investigação do Departamento de Ambiente e Ordenamento (DAO) e do grupo de Planeamento e Gestão do Zonas Costeiras (CZPM) do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA quantificou, pela primeira vez em Portugal, o papel ecológico dos musgos na conservação do solo após incêndios florestais.

Realizado no âmbito do projeto RECARE , o estudo demonstrou que os musgos previnem a erosão em áreas ardidas, ajudando a consolidar a estrutura dos solos, a reter a sua humidade e a conservar a sua fertilidade.

Na investigação, os cientistas da UA monitorizaram, durante um ano, uma encosta de uma plantação florestal ardida, na qual ocorreu uma colonização espontânea de musgos nas primeiras semanas após o incêndio florestal.

Foi quantificada a escorrência superficial induzida pela chuva, assim como a perda de sedimentos e de matéria orgânica, em parcelas de solo com diferentes frações de musgo na sua cobertura. Estes parâmetros foram correlacionados com a evolução do Serviços de Comunicação, Imagem e Relações Públicas coberto vegetal ao longo do primeiro ano após incêndio e mostraram que o desenvolvimento de uma cobertura anual média com 67 por cento de musgos permitiu reduzir a erosão anual em 65 por cento (de 1150 para 400 quilogramas de solo por hectare).

Enquanto recurso não renovável, aponta o investigador Flávio Silva, “o solo é um compartimento ecológico estratégico que está nas prioridades da agenda de políticas europeias, sendo a sua conservação fortemente encorajada”.

O investigador, autor do trabalho a par com os investigadores do CESAM Diana Vieira e Jacob Keizer, e de Els van der Spek, da Universidade de Wageningen (Holanda), garante que “os musgos podem ser encarados como ‘engenheiros’ de ecossistema naturais que constituem o primeiro passo para a preservação da fertilidade dos solos, proporcionando todas as condições para o desenvolvimento da biodiversidade subsequente”.

Trabalho destacado pela Comissão Europeia
“Os musgos são espécies pioneiras em solos recentemente ardidos, embora a sua proliferação dependa de condições ambientais específicas”, refere Flávio Silva. No entanto, o estudo sugere que estimular o desenvolvimento de musgos em áreas ardidas pode ser um importante instrumento de gestão de solos após incêndios florestais.

“Os musgos são espécies vegetais cosmopolitas e desenvolvem-se muito bem em solos pobres, e por isso a sua proliferação é fácil e rápida, requerendo apenas alguma humidade e luz solar baixa ou moderada”, explica o investigador que acrescenta: “Como são tolerantes a contextos de seca extrema, embora pareçam mortos quando sujeitos ao calor, basta alguma humidade para que se reabilitem, e os esporos também continuam viáveis”.

À venda no mercado, podem ser encontrados esporos de várias espécies de musgos. A abordagem indicada para utilização de musgos para prevenção da erosão pós-incêndio passa por incluir esses esporos ou fragmentos triturados de musgo seco, a baixo custo adicional, nos lotes de misturas de sementes já habitualmente utilizados
em medidas de estabilização de emergência pós-incêndio. Normalmente esta técnica de sementeira, lembra Flávio Silva, “é aplicada por hidrossementeira [mistura de água com as sementes e outros componentes que promovem a estabilização do solo] ou por helicóptero como se tem feito nos Estados Unidos”.

No entanto, para diminuir os custos operacionais, e tal como deve acontecer com todas as medidas de estabilização de emergência pós-incêndio, os investigadores aconselham que se devem identificar previamente as áreas mais críticas sujeitas a erosão e fazer a aplicação da sementeira apenas nessas áreas. Como os musgos se desenvolvem rapidamente, eles retêm o solo e a humidade necessários para o desenvolvimento posterior de plantas vasculares.

O estudo , publicado na revista Ecological Engineering, foi destacado pela Comissão Europeia na importante newsletter Science for Environment Policy.

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Poluição

Poluição do tráfego marítimo é preocupante e pode vir a aumentar

Os resultados revelaram que estas emissões têm um impacto na qualidade do ar máximo junto às rotas marítimas, chegando até às zonas costeiras onde se verificam contribuições de 10 a 20 por cento para as concentrações de NOx e inferior a 10 por cento no caso das partículas, dois dos poluentes mais críticos em Portugal, com excedências aos valores limite legislados.

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A investigadora Alexandra Monteiro

A poluição atmosférica na costa portuguesa provocada pelo tráfego marítimo representa cerca de 20 por cento da poluição causada pelos óxidos de nitrogénio (NOx), um dos poluentes mais nocivos à saúde humana e ao meio ambiente. Este valor vem de um estudo da Universidade de Aveiro (UA) que, para ajudar a reduzir esta contribuição, aponta uma lista de medidas que urgem ser colocadas em prática.

As emissões marítimas, que compreendem sobretudo os poluentes NOx e o dióxido de enxofre (SO2), têm impacto máximo junto às rotas internacionais, mas este impacto chega à zona costeira, com contribuições que vão de 10 a 20 por cento no caso dos NOx e acima de 20 por cento para o SO2”, aponta Alexandra Monteiro, investigadora do Departamento de Ambiente e Ordenamento e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, uma das unidades de investigação da UA.

A coordenadora do estudo garante tratar-se de um “cenário preocupante” que é urgente combater: “É muito importante colocar no terreno as medidas propostas pela investigação, algumas promovidas pela própria regulação europeia, sobretudo face ao contínuo e esperado aumento do tráfego marítimo”.

Os investigadores estimam que atualmente cerca de 90 por cento (75 por cento na Europa, e com tendência a crescer) de toda a troca de mercadorias e bens em todo mundo é realizada por via marítima, o que torna este meio de transporte preocupante em termos de impacto ambiental, sobretudo devido à sua grande dependência no que diz respeito ao uso de combustíveis fósseis, com emissões atmosféricas associadas e potencial impacto na qualidade do ar.

Coordenado por Alexandra Monteiro, o projeto AIRSHIP, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e que terminou recentemente, visou avaliar o impacto na qualidade do ar das emissões do transporte marítimo em Portugal e, com maior detalhe, ao nível local/portuário, tendo como caso de estudo o Porto Leixões e a área urbana envolvente.

Forte impacto na qualidade do ar
No âmbito desse projeto, os investigadores da UA e em colaboração com o Instituto Meteorológico Finlandês, estimaram as emissões atmosféricas associadas ao transporte marítimo em Portugal e avaliaram a contribuição destas emissões na qualidade do ar, recorrendo a um sistema de modelação numérica.

Os resultados revelaram que estas emissões têm um impacto na qualidade do ar máximo junto às rotas marítimas, chegando até às zonas costeiras onde se verificam contribuições de 10 a 20 por cento para as concentrações de NOx e inferior a 10 por cento no caso das partículas, dois dos poluentes mais críticos em Portugal, com excedências aos valores limite legislados.

Relativamente aos cruzeiros, as estimativas revelam que as emissões associadas correspondem apenas a cerca de 5 por cento do total do transporte marítimo. Os estudos que os apontam como grandes poluentes, referem-se principalmente às emissões de SO2 (um poluente que apresenta valores residuais em termos de qualidade do ar em Portugal), já que é verdade que os cruzeiros emitem 28 vezes mais SO2 que o transporte rodoviário (mas 17 vezes menos NOx).

Medidas mitigadoras
Os estudos feitos no projeto AIRSHIP, quer ao nível regional, quer local (caso de estudo Porto de Leixões), envolveram ainda a investigação de medidas estratégicas mitigadoras para as emissões associadas ao transporte marítimo (focadas sobretudo no uso de combustíveis alternativos e práticas sustentáveis) e à atividade portuária, e elaboração de linhas de orientação para a sua implementação.

Entre as dezenas de medidas apontadas, os investigadores sublinham a importância da redução da velocidade dos navios enquanto estão em operação através da redução das rotações por minuto do motor e a utilização de combustíveis alternativos, de modo a diminuir o uso dos combustíveis mais tradicionais no transporte marítimo. Alterações nos motores do navio, de forma a torná-los mais limpos, e a implementação nos navios de um sistema de limpeza de gases de exaustão são outras das muitas medidas propostas.

Esperamos que estes resultados possam ser particularmente importantes e úteis na gestão e ação política na área do transporte marítimo e dos seus impactes ambientais, colocando assim a ciência e a investigação ao verdadeiro serviço da sociedade”, diz Alexandra Monteiro.

Para além de Alexandra Monteiro, também Sandra Sorte, Michael Russo, Carla Gama, Myriam Lopes e Carlos Borrego, todos investigadores do CESAM, e André Neves, aluno do Mestrado Integrado de Engenharia do Ambiente, assinam o estudo.

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